São Paulo de Outrora
N o tempo antigo do bairro Campos Elíseos, onde morei na capital paulista, os jardins eram muito bonitos, com flores ornamentais. As casas eram ‘sossegadonas’, distintas e elegantes.
Quando eu era mocinho, gostava de dar um giro a pé pelas ruas (nas quais meus familiares habitualmente não transitavam) para flanar sozinho. Gostava de passar diante das casas e observar seus jardins, as flores particularmente bonitas, mais adiante ouvir a voz de alguma mulher cantando desafinada, com a janela aberta, eu a percebia costurando.
Observava um caniche que passava, depois um lulu da Pomerânia, mais adiante um cachorro ‘de rua’. Às vezes aparecia um filhote mestiço (certamente uma cadela tinha escapado para a rua e encontrado um cachorro sem raça, daí o nascimento desse mestiço) com a saúde robusta, por um lado, e por outro um pouquinho de finura da cadela. Andava luzidio e exibicionista como um burguesinho, abanando o rabo e latindo para se fazer ver.
...
Quer ler o artigo completo?
Assine a Revista Catolicismo e tenha acesso a todos os artigos e edições exclusivas.
Artigos Relacionados
Ambientes Costumes Civilizações
Palácio dos Doges, palácio do esplendor
O Palácio dos Doges, em Veneza, foi residência e sede do governo da república aristocrática, onde o Doge, chefe de Estado, exercia suas funções. Sua fachada gótica apresenta um “caixotão” pesado sobre arcos delicados, criando um paradoxo de leveza e harmonia. Um terraço central quebra a monotonia e aproxima o visitante do mar, conferindo imponência. Apesar da grandiosidade, o edifício transmite uma melancolia sutil, parte de sua beleza única.
Ambientes Costumes Civilizações
Análise de animais e analogia com psicologia humana
Uma tigresa caminha com elegância e distinção, atenta ao instinto materno de proteger seus três filhotes. Mantém postura serena e controlada, movimentando-se como uma senhora refinada, enquanto permanece vigilante a qualquer ameaça. A observação de animais assim ajuda a compreender melhor os traços psicológicos das pessoas através de analogia e discernimento.
Ambientes Costumes Civilizações
Ambiente familiar na velha Europa
A cena de um domingo numa propriedade europeia anterior à Primeira Guerra, com um barão viúvo e seus filhos reunidos num almoço abundante e alegre. O que impressionou não foi o luxo, mas a circulação de alegria casta e pura entre todos — "viver é estar juntos, olhar-se e querer-se bem" — criando um banquete espiritual onde todos compartilhavam a mesma mentalidade e sentimentos. A cena, ainda mais aconchegante pela chuva fina lá fora, o convenceu adolescente de que assim valia a pena viver, levando-o a sonhar em morar na Europa quando adulto.