Palavra Do Sacerdote

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Palavra do Sacerdote -  Abril de 2026 Palavra Do Sacerdote

Palavra do Sacerdote - Abril de 2026

Pergunta – Li recentemente que o Bispo de Compostela, na Espanha, convidou o Pe. Andrés Torres para dar uma palestra em seu Seminário no dia da festa de Santo Tomás de Aquino. Ora, a notícia dizia que esse teólogo é conhecido por afirmar que a Ressurreição não foi um “milagre” nem um fato empírico acessível aos métodos da historia científica, mas uma mera “experiência de fé” subjetiva dos Apóstolos e dos discípulos. Segundo ele, as narrativas do Novo Testamento não deveriam ser tomadas ao pé da letra e uma eventual descoberta do cadáver de Jesus não seria incompatível com a fé católica. O que o senhor acha dessa tese, que parece estar cada vez mais difundida?

Pe. David Francisquini
"Missa Tradicional e Comunhão Eclesial: Esclarecendo as Objeções" Palavra Do Sacerdote

"Missa Tradicional e Comunhão Eclesial: Esclarecendo as Objeções"

Pergunta – Há mais ou menos um ano, minha mulher e eu descobrimos a Missa tradicional. No início, fomos por curiosidade, talvez até com alguma reserva. Depois, pouco a pouco, aprendemos a entrar no silêncio, a acompanhar o rito com o missal, a saborear uma liturgia mais recolhida, marcada pelo senso do sagrado e do mistério. Com o tempo, percebemos que já não conseguíamos mais participar com facilidade da Missa no rito novo, que passou a nos parecer ruidosa, muito exterior e pouco propícia à oração profunda. Alguns amigos, notando a nossa ausência na Missa paroquial habitual, passaram a nos censurar, dizendo que os fiéis ligados à tradição se fecham em si mesmos e esquecem algo essencial da Igreja: o "estar juntos". Segundo eles, se cada grupo escolhe o rito que prefere, a liturgia deixa de ser um fator de unidade e passa a ser elemento de divisão, quando não de exclusão. Para reforçar o argumento, evocam a chamada "comunhão eclesial", insistindo que o bispo celebra apenas no rito novo, e que, portanto, não seria possível permanecer em comunhão se não se participasse "da mesma mesa eucarística". O que pensar diante dessas objeções?

Pe. David Francisquini