Brasil de 2025 Esquerda e direita não tiram o pé
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Brasil de 2025 Esquerda e direita não tiram o pé

O artigo parte da análise de Carlos Andreazza sobre o impasse político brasileiro para mostrar que, por trás das disputas partidárias, há dois polos em choque: os que desejam preservar os fundamentos da civilização cristã e os que procuram extirpá-los. Inspirando-se em Plinio Corrêa de Oliveira, distingue-se o “Brasil da superfície”, ligado a um poder estatal esquerdista e agressivo, e o “outro Brasil”, fiel à sua tradição e continuidade histórica. Assim, os acontecimentos de 2025 são interpretados como parte de uma luta mais profunda, que toca a glória de Deus e a salvação das almas.
Paulo Henrique Américo de Araújo

Em julho do ano passado, o comen­tarista Carlos Andreazza publi­cou em “O Estado de S. Paulo” um interessante artigo com o título: “Ninguém tira o pé”1. Ele aponta vários pontos de choque no cenário nacional, e como seus atores principais em ambos os lados não desejam recuar um passo em favor do adversário. De fato, nos tempos de crise em que vivemos, há no Brasil dois polos delineados: os que desejam preservar e desenvolver os fundamentos da civilização cristã no Brasil; e os que, negando essas raízes fundamentais, procuram extirpá-las.

Muitos atores desse confronto não têm presente esse fundo de quadro religioso-ideológico na dire­ção de suas ações. Devemos apontá-lo claramente, no entanto, para não nos embaraçarmos na picuinha político-partidária que inunda o noticiário, e que dificulta entendermos o rumo dos acontecimentos.

O que está em jogo vai muito além das bri­gas e fofocas políticas. Segundo constatou Plinio Corrêa de Oliveira, o Brasil da superfície, sobre o qual incidem os holofotes da grande mídia, detém hoje muito do Poder estatal, esquerdista, rancoroso e nervoso. E o outro Brasil, “que é e quer conti­nuar sendo autenticamente brasileiro, em legítima continuidade com seu passado, e cujos passos se orientam na linha dessa continuidade”2.

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